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domingo, 5 de setembro de 2010

Transitos Astrológicos: bons ou ruins?

Muita coisa foi dita durante a Copa sobre as possibilidades de vitória de um ou outro time. Li previsões de astrólogos de que este ou aquele time ganharia ou perderia um jogo importante devido a posição do planeta "x" em tal signo, ou pelo transito do planeta "z" sobre o planeta "x". Previsões interessantes, que não necessariamente se concretizaram em campo.

Isso me fez lembrar das vezes que eu, como estudante de astrologia e cliente, fui fazer as minhas próprias previsões para o ano com algum astrólogo de nome e saí da consulta com muitas expectativas que não necessariamente se concretizaram. Mais do que isso: muitas vezes descobri que poucas previsões se concretizavam. Se os trânsitos eram "bons", isso me frustrava, obvio! Afinal, o astrólogo me disse que aconteceriam coisas boas que não aconteceram. Se os trânsitos eram "ruins", melhor, porque me livrei de maus momentos. Mas a verdade é que, no final, a credibilidade daquele astrólogo sempre ficava comprometida para mim.

O tempo e a experiência me ensinaram que não funciona assim. Muitas vezes recebo clientes que, quando eu leio um trânsito, me perguntam: "isso é bom ou ruim?". Minha resposta é sempre a mesma: "depende para que, e para quem, segundo o que voce deseja". Essa não é uma resposta muito "comercial", já que la maioria dos clientes espera sair da consulta com um guia de todos os eventos do próximo ano, e se frustram quando saem com tendências, possibilidades, que se darão ou não, em maior ou menor intensidade, segundo o que nos propomos para nosso ano.

Entre meus livros encontrei “Astrología Predictiva”, de Eloy R. Dumon, com um texto muito interessante sobre trânsitos, que quero dividir com voces. Ele diz:

"Os trânsitos, isoladamente, não produzem nem bons nem maus acontecimentos; indicam a manifestação de certas energias que coincidem com circunstâncias ou situações agradáveis ou desagradáveis que teremos que viver ou enfrentar em determinados momentos de nossas vidas. Mas se o trânsito resultará bom ou ruim depende de nossa constituição interna. Nossas fortalezas íntimas e capacidades pessoais podem derrotar as influências negativas ou, ao contrário, também nossas debilidades podem prejudicar ou levar-nos a fazer mal uso das boas posibilidades de un trânsito positivo."

Ele continua:

"Como seres humanos em desenvolvimento, não estamos realmente a mercê de forças externas; estamos permanentemente criando as condições ou circunstâncias que necessitamos ou que merecemos. Neste contexto, geralmente dizemos que 'fulano de tal sofreu um acidente', quando o mais apropriado seria dizer 'fulano de tal se provocou um acidente'."

Dumón diz que, se bem é verdade que certos trânsitos podem se relacionar com acidentes, nem sempre é necessário que eles se manifestem desta forma. Uma doença ou acontecimento desgraçado, geralmente sugere que a pessoa não encarou algo em sua vida como deveria, e a única maneira de tornar este “algo” presente para a pessoa é concretiza-lo simbólicamente na realidade externa, através de um evento doloroso. Da mesma maneira, o que não podemos enfrentar em nós mesmos vemos refletido em pessoas por quem sentimos antipatía ou aversão, assim como aquilo que nos falta, vemos refletido naqueles que amamos.

Segundo Dumón, os trânsitos “difíceis” têm a ver com um processo purificador e não necessariamente destrutivo, sempre e quando podamos mudar de direção. Como muitas vezes nos agarramos com tenacidade a nossos hábitos, então estes trânsitos "produzem" conflitos relacionados com a expressão do planeta natal, nos obrigando a desenvolver novos modos de expressão em sintonia com a energia do planeta em trânsito, segundo a casa onde esteja. Por exemplo, um trânsito de Urano pelo ascendente nos pede, entre outras coisas, uma mudança radical de conduta que, se não acontece voluntariamente, pode ser “exigida” por un evento externo, com a manifestação, por exemplo, de uma doença no corpo que exija que abandonemos certas condutas para prevenir sua evolução. Mas a doença em si mesma não está predeterminada, assim como não está predeterminada a maneira como a viveremos. Se produzimos a mudança voluntariamente e nos descobrimos doentes, por exemplo, é provável que não seja tão difícil vivê-la como seria se tivéssemos que mudar por causa dela.

Por outro lado, os trânsitos “fáceis” (como sextis, trígonos y algumas conjunções) proporcionam um estado de confiança interna, segurança e estimulo necessário para seguir com nosso desenvolvimento, sem esforços ou tensões. Apesar disso, estes trânsitos podem nos tornar mais "preguiçosos" para lidar com obstáculos e crises, e não colocam a prova nossos pontos fracos. Mais do que isso: podem reforçá-los. Porque nestes trânsitos podemos resistir a ação e às mudanças, muitas vezes necessárias, os trânsitos “fáceis” podem resultar mais perigosos que os trânsitos “difíceis”. Podemos nos tornar mais lentos e acomodados, até sermos sacudidos pelo próximo trânsito “difícil” destes dois planetas em contato.

É preciso entender que todos os procesos da vida, assim como a própria vida, têm início, culminação e fim. Os trânsitos só indicam que etapa destes procesos estamos vivemos, e qual seria a melhor maneira de atravessá-los.

Em vez de colocar a responsabilidade do que vivemos em algo que está fora da gente, assumamos a responsabilidade sobre nossas próprias vidas. Ninguém tem o poder de gerar em nossas vidas um acontecimento bom ou ruim, só nós mesmos. Um astrólogo lê tendencias escritas no céu, que indicam circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis para que o sujeito crie seu destino segundo seu desejo, mas nem o céu, nem os planetas, nem o astrólogo têm o poder de gerar ese destino. Só nós podemos fazer isso! Somos os grandes autores e protagonistas das nossas vidas, e isso é genial! Isso é o que torna tudo tão interesante! Se tudo já estivesse escrito por algo ou alguém, que entendiante…! Os planetas indicam culminações de situações em curso, inicios, finais, que podem ser vividos de outra maneira se atuamos em consonancia com o trânsito. As mudanças que nos pedem os trânsitos podem ser realizados voluntaria ou compulsoriamente. Como faremos, depende de cada um!

E essa é a grande magia da vida: poder criar e recriar constantemente nossa própria história!

Los tránsitos astrológicos ¿son fáciles o dificiles?

Mucha cosa se dijo por ocasión del Mundial respeto a las posibilidades de victoria de cada equipo. Leí astrólogos haciendo previsiones exactas si este o aquel equipo ganaría o perdería un partido importante, debido a la posición del planeta "x" en tal signo, o por el transito del planeta "z" sobre el planeta "x". Previsiones interesantes, que no necesariamente se concretaron en la cancha.

Eso me hizo acordar las veces que yo, como estudiante de astrología y cliente, fui para que me hicieran previsiones para el año, revolución, progresiones, y salí de la consulta con un montonazo de expectativas para luego descubrir que no necesariamente ellas se concretaban. Es más: muchas veces para descubrir que pocas de ellas se concretaban. Si los tránsitos eran "buenos", eso me frustraba, obvio, al final, el astrologo me dijo que iban a pasar cosas buenas que no pasaron. Si los tránsitos eran "malos", mejor, porque zafé de unos malos ratos.

El tiempo y la experiencia me enseñaron que no funciona así. Muchas veces recibo clientes que, cuando les leo un tránsito, me preguntan: "¿eso es bueno o malo?". Mi respuesta es siempre la misma: "depende para que, y para quien, según lo que deseas vos". Esa no es una respuesta muy "comercial", ya que la mayoría de los clientes espera salir de la consulta con una guía de todos los eventos del próximo año, y se frustran cuando salen con tendencias, que se darán o no, en mayor o menor intensidad, según aquello a lo que se proponga uno.

Entre mis libros encontré “Astrología Predictiva”, de Eloy R. Dumon, con un texto muy interesante acerca de los tránsitos, que quiero compartir con uds. Dice:

"Los tránsitos, por sí mismos, en realidad no producen ni buenos ni malos acontecimientos; indican la manifestación de ciertas energías que coinciden con circunstancias o situaciones agradables o desagradables que tendremos que vivir o enfrentar en determinados momentos de nuestras vidas. Pero si el transito resultará para bien o para mal, depende de nuestra hechura interna. Nuestras fortalezas íntimas o diversas capacidades personales pueden derrotar las influencias negativas y, por el contrario, nuestras debilidades pueden perjudicar o hacer mal uso de las bondades de un tránsito positivo.”

Y sigue:
"Como seres humanos en desarrollo, no estamos realmente a merced de las fuerzas externas; nosotros estamos permanentemente creando las condiciones o circunstancias que necesitamos o que merecemos. En este contexto, acostumbramos decir que 'fulano de tal tuvo un accidente', pero lo más apropiado sería decir 'hizo que le ocurriera un accidente'."

Dumón dice que si bien ciertos tránsitos pueden relacionarse con accidentes, no siempre es necesario que aquellos se manifiesten en este sentido. Una enfermedad o acontecimiento desgraciado, a menudo sugiere que la persona no ha encarado como debería algo en su vida y la única manera de poder hacer que uno lo encare es 'sacarlo afuera', a la realidad externa, simbólicamente, es a través de un suceso doloroso. Del mismo modo, aquello que no podemos enfrentar de nosotros mismos lo vemos reflejado en la gente por la que sentimos antipatía o aversión, así como lo que no podemos encontrar en nosotros mismos, lo vemos reflejado en aquello a quienes amamos.

La visión de Dumón, que comparto, es que los tránsitos “difíciles” tienen que ver con un proceso purificador y no necesariamente destructivo, siempre y cuando se cambie de dirección, pero muchas veces tratamos de aferrarnos con tenacidad a nuestros hábitos negativos y, en este sentido, estos tránsitos "producen" conflictos relacionados con la expresión del planeta natal, obligándonos a desarrollar nuevos modos de expresión en sintonía con la energía del planeta en tránsito, según la casa en donde este. Por ejemplo, un tránsito de Urano por el ascendente nos pide, entre otras cosas, un cambio radical de conducta que, si no se da voluntariamente, puede ser exigida por un evento externo, con la manifestación, por ejemplo, de una enfermedad en el cuerpo que exija que cambiemos nuestra conducta a causa de prevenir su avance. Pero la enfermedad en sí misma no está predeterminada, tampoco la manera como la percibiremos. Si producimos el cambio voluntariamente y la enfermedad ocurre, por ejemplo, es probable que no nos sea tan difícil vivirla como sería si tuviéramos que cambiar a causa de ella.

En cambio, los tránsitos “fáciles” (como sextiles, trígonos y algunas conjunciones) proporcionan un estado de confianza interna, seguridad y estimulo necesario para seguir con nuestro desarrollo, sin esfuerzos o tensiones. Sin embargo, estos tránsitos pueden hacernos más "vagos" para lidiar con obstáculos y crisis, y no ponen a prueba nuestros puntos débiles. Es más: los pueden reforzar. Porque en estos tránsitos nos podemos resistir a la acción y a los cambios, muchas veces necesarios, los tránsitos “fáciles” pueden resultar más dañinos que los tránsitos “difíciles”. Uno se puede volver más pesado o cómodo, hasta ser sacudido por el próximo transito “difícil” de estos dos planetas en contacto.

Entendamos que todos los procesos de la vida, como la vida misma, tienen inicio, culminación y fin. Los tránsitos nada más indican que etapa de estos procesos estamos viviendo, y cuál sería la mejor manera de sobrepasarlos.

En lugar de poner en lo que está afuera la responsabilidad de lo que nos pasa, de lo que vivimos, hagámonos cargo de nuestras vidas. Nadie posee el poder de generar un acontecimiento bueno o malo más que uno mismo. Un astrologo lee tendencias escritas en el cielo, que indican circunstancias favorables o desfavorables para que el sujeto cree su destino según su deseo, pero ni el cielo, ni los planetas, ni el astrologo tiene el poder de generar ese destino. ¡Solo uno mismo lo puede hacer! ¡Y es eso lo que hace la vida tan interesante! Si todo ya estuviera escrito por algo o alguien en algún lado, ¡que aburrido…! Los planetas indican culminaciones de situaciones en curso, inicios, finales, que pueden ser vividos de otra manera si se actúa en consonancia con el transito. Los cambios que nos piden los tránsitos pueden ser realizados voluntaria o compulsoriamente. Como se lo hará, depende de uno.

Y esta es la grande magia de la vida: ¡el poder de crear y recrear constantemente la propia historia!